domingo, 11 de janeiro de 2009

Camping em Ibitipoca

CAMPING EM CONCEIÇÃO DE IBITIPOCA

PREPARAÇÃO (dia 30/12/2008)


Para o início da viagem eu e minha esposa fomos ao supermercado comprar a alimentação que iríamos consumir no camping. Compramos para beber: refrigerantes em lata e água. Para comer: arroz (carreteiro, com frango e risoto à Valligiana) e macarrão (quatro queijos, pasta ao molho de tomate e bacon e pasta com legumes e azeite de oliva) tudo em saquinhos, levamos também o famoso e indispensável Miojo, compramos também salaminho, barra de cereais e biscoito para quando estivéssemos fazendo as caminhadas. Ligamos para o camping (Alfaville) que pretendíamos ficar para reservar o camping. Arrumamos as mochilas (temos uma de 50 litros e uma de 75 litros) com os sacos de dormir, duas mantas leves, dois isolantes térmicos, com as roupas que iríamos usar, um fogareiro e as panelas para camping da Guepardo, o gás da Nautika, garfos e facas e um pano de prato, açúcar, sal, café solúvel e leite condensado e sache (para fazer café com leite), uma ferramenta multiuso, lanternas com pilhas extras, um lampião as pilhas da Colleman extensões (caso o camping disponibilizasse tomadas), levamos até um DVD portátil para podermos ver à noite, para minha esposa levamos um protetor solar, pois a pele dela é muito branca e levamos também casacos porque iríamos para uma serra, após todos os preparativos arrumamos tudo dentro do carro. Deixamos para colocar o Cooler e a barraca (temos uma Super Esquilo 4) no dia da viagem, quase esqueci de falar que também levamos uma mochila menor para quando estivéssemos fazendo as trilhas e a máquina fotográfica.

(31/12/2009)
Fui apenas abastecer o carro no posto perto de casa.

IDA (01/01/2009)


Acordamos as 07:00h, tomamos café e minha esposa acabou de preparar os sanduíches para a viagem. Saímos por volta das 08:40h com o tempo bom, pegamos um pequeno pedaço da Av Brasil e logo entramos na BR 040 (Washington Luiz), logo chegamos ao primeiro pedágio em Xerém (R$7,20), continuamos até os próximos pedágios em Pedro do Rio e Simão Pereira (este já em MG). Paramos em Juiz de Fora para abastecer e esticar as costas. Saímos em direção a Lima Duarte (BR267). Entramos em Lima Duarte e seguimos em direção a Conceição de Ibitipoca, grande parte desta estrada é de terra, barro e pedras. Posso dizer com certeza que a estrada é melhor do que a de Visconde de Mauá. O camping que nos hospedamos fica um pouco antes de Ibitipoca. Logo após a recepção fomos para a área do camping, que é muito boa. O camping tem ótima infra-estrutura, os banheiros tem chuveiros quentes, o campista também tem direito ao salão de jogos (pingue-pongue, sinuca e totó), piscina e a uma piscina de água quente. A área do camping só tem tomadas perto dos banheiros e as luzes do camping não foram acesas a noite. Vale acrescentar que só estávamos eu e minha esposa no camping. Montamos a barraca em uma área mais elevada porque esperávamos chuva para os dias seguintes. Logo após arrumamos tudo dentro da barraca e lanchamos. Fomos até a parte de trás do camping para começar a temporada de fotos. Descansamos o resto do dia e nos preparamos para o que iria vir no dia seguinte.

PARQUE ESTADUAL DO IBITIPOCA

(02/01/2009)


Acordamos cedo porque só estacionam 30 carros dentro do parque. Paramos na Vila de Ibitipoca para tomar café e partimos para o Parque Estadual de Ibitipoca, que fica perto da Vila, perto de 3 km. Chegamos a portaria as 07:30h, pagamos o ingresso do parque (R$15,00 por pessoa) e o estacionamento (R$5,00), paramos no centro de visitante para pegar algumas informações, mas o centro de visitante abre apenas as 08:00h. Após conversarmos com um funcionário do centro de visitante e pegarmos o mapa do parque, partimos para a área do camping onde fica o estacionamento. Passamos pelo camping e vimos que existiam bastantes pessoas acampando. Ao chegarmos onde começam duas trilhas (o circuito das águas e a trilha do pico do pião ficamos maravilhados com o visual do lugar, que é realmente um dos lugares mais bonitos que já fui. Decidimos fazer a trilha do circuito das águas por ser menor (cerca de 5 km) e para ir acostumando com as trilhas. Fomos em direção a nossa primeira parada, a prainha, que fica bem pertinho do camping. Existe uma ponte de madeira por cima do rio que forma a prainha, na qual se pode contemplar as águas cor de avermelhada. Depois de algumas fotos partimos em direção ao Lago dos Espelhos que fica a 750 metros da prainha. Existe uma pequena subida em uma trilha de pedras e rapidamente chegamos a entrada do Lago dos Espelhos, vale ressaltar aqui que antes de chegar ao Lago dos Espelhos existe uma trilha pequena que leva a uma cachoeira muito bonita e que não está no mapa que se recebe no centro de visitante. Depois de apreciar a beleza do lugar voltamos pela trilha e partimos para a parada seguinte, Ponte de Pedra. A Ponte de Pedra é um grande arco que por baixo passa um rio (túnel que foi escavado pela força das águas), até chegar a esse local passamos por vários mirantes que podemos ver as belezas dos cânions. Seguindo por essa trilha chegamos a uma bifurcação que se pode ir para a Ponte de Pedra e para a Cachoeira dos Macacos. Decidimos ir para a Cachoeira dos Macacos porque a trilha que leva para a Ponte de Pedra também leva ao ponto de partida (camping). Descemos então até a cachoeira dos macacos, que realmente é um lugar especial, de águas cor de coca-cola e muito geladas. Paramos aí por um tempo para tomar um banho bem gelado. Voltamos pela trilha que viemos e agora sim fomos para a Ponte de Pedra. Chegamos até o mirante do gavião, local que fica acima da ponte e podemos ver a cachoeira dos macacos do alto. Daí seguimos a trilha para o Lago das Miragens, local que existe uma lenda sobre o amor de um índio e uma índia. Esta foi a última parada do dia. Chegamos ao final da trilha e fomos ao restaurante do parque para almoçar. Minha esposa adorou a comida mineira, que realmente é uma das melhores do Brasil. Depois do almoço fomos em direção a Vila de Conceição de Ibitipoca para comprar gelo para o cooler. Segundo informações o local que vendia gelo era a sorveteria, mas não consegui comprar gelo dia nenhum, a resposta era sempre a mesma “acabou”. Fomos então para o camping onde relaxamos na piscina de água quente. Depois passamos pela sala de jogos para jogar um “pingue-ponguezinho”, mais tarde já na barraca vimos um episódio da série 24 Horas. Por volta das 22:00h fomos dormir para descansar para o dia seguinte que seria mais puxado, mas antes disso minha esposa ficou maravilhada com a quantidade de vaga-lumes que existia na região.

(03/01/2009)


Acordamos cedo novamente, mas dessa vez não fomos tomar café na Vila, fomos direto para a entrada do parque, entramos e fomos logo para a região do camping estacionar o carro, dessa vez passamos direto pelo centro de visitante. Estacionei e fomos esperar a lanchonete abrir, o que aconteceu por volta das 08:00h. Tomei um café com leite e minha esposa um chocolate quente e comemos um misto quente. Neste dia fazia muito frio e ventava muito, todos os picos da região estavam cobertos por uma serração bem espessa. Começamos a trilha as 08:30h e partimos para a Prainha, mas dessa vez passamos direto e fomos em direção ao Lago dos Espelhos que também passamos direto, continuamos andando até chegar a bifurcação que vai para a Ponte de Pedra e para o Pico do Pião, desse vez tomamos a direção do Pico do Pião, na placa dizia “Pico do Pião 3800 metros”. Começamos a subir e vimos uma bromélia muito bonita no caminho, paramos para tirar um foto e continuamos. Continuamos a subir até que chegamos a entrada da Gruta do Monjolinho, fomos nesta direção e descemos uma escadaria de madeira até a gruta. Aí existe uma fenda na pedra onde corre uma água e forma uma lagoa. Voltamos pela escadaria e tomamos a direção da Gruta do Pião, continuamos a subir, agora já no meio da serração e do vento, paramos em um platô e filmamos a ventania. Neste ponto a minha esposa já estava com medo, mesmo assim prosseguimos até a bifurcação que indicava uma trilha para a Janela do Céu (4380 metros) e Lombada (5340 metros) e outra trilha para a Gruta do Pião (950 metros), Gruta dos Viajantes (1900 metros) e Pico do Pião (2030 metros). Seguimos para a Gruta do Pião. Na entrada da Gruta do Pião a placa já está quebrada, imagino que seja pelo vento que a esta altitude já é muito forte. Fomos até a gruta tiramos algumas fotos e retornamos para a trilha, chegando perto do Pico do Pião novamente filmei a violência dos ventos nas placas de sinalização das trilhas. Nesta altitude só conseguíamos ver uns 10 metros na nossa frente e para piorar começou a chover bem fininho, a essa altura minha esposa já estava “morrendo” de medo. Continuamos até a Gruta dos Viajantes, a descida é de se perder o fôlego uma escadaria muito grande e bem feita, de cima podemos ver as árvores lá em baixo, estávamos acima da copa das árvores, na descida vimos uma diversidade enorme de pássaros. Descemos e chegamos até a Gruta dos Viajantes, parei para contemplar a grandeza e a beleza do lugar enquanto a minha esposa dava uma de repórter filmando tudo. Dizem que esta Gruta tem 500 metros de extensão e se pode chegar até o outro lado. Voltamos até onde a trilha se dividia e fomos até o Pico do Pião. Chegando lá, posso dizer que foi uma sensação muito, mais muito boa, por ter conseguido atingir o nosso objetivo, só que não conseguíamos ver nada, estava tudo branco. No alto do Pico do Pião existe uma construção antiga, que já foi uma igreja e que foi destruída por raios e ventos muito fortes. Dessa igreja só resta o chão e o altar. Paramos para fazer nosso lanche (biscoito doce e barras de cereais), foi nesta hora que começou a soprar um vento muito forte e podemos ver tudo a nossa frente e conseguimos tirar bastantes fotos do lugar. Na descida passamos por vários grupos que estavam subindo, descemos muito rápido, levamos aproximadamente 1 (uma) hora. Para subir, com as paradas nas grutas levamos 3 (três) horas. Novamente almoçamos no restaurante do parque. Depois ficamos sentados apreciando a beleza do local. Fomos para o camping e aproveitamos novamente a piscina de água quente e a sala de jogos. Nesta noite vimos 3 (três) episódios do 24 horas, até acabar a bateria do DVD, nesta noite também a nossa barraca passou pela sua prova de fogo, ventou e choveu muito, mas muito mesmo. AH!! Quase esqueci de falar que passei um aperto para dormir todos os dias por causa de um grilo. Lembre-se de levar um protetor auricular para não passar o sufoco que eu passei.

A VOLTA (04/01/2009)


Levantamos e começamos arrumar tudo para a volta, as mochilas, o cooler (tiramos a água que já estava quente de dentro), o sobre-teto molhado eu trouxe separado dentro do porta-malas para secar quando chegasse em casa. Alguém pode perguntar: - “e a outra trilha que ficou faltando?”. Esta vai ficar para a outra visita ao Parque Estadual de Ibitipoca que futuramente vamos fazer, mas desta vez iremos ficar no camping dentro do Parque. A trilha que falta é a maior do Parque e para fazê-la temos que sair bem cedo para começar a caminhada e a volta pode ser que o Parque já esteja fechado.